quinta-feira, 31 de maio de 2007

Pela Paz, contra a Guerra!



Umbelas, aviões e helicópterosestrelam o céu azul, eterno,do país da lendária Semíramis.Rambos pintados destilam filtros de ódiono berço da Primeira Civilização,e matam, morrem em guerras de petróleopara impor a Babilônia o seu padrão.Fragrâncias das Mil e Uma Noitescaldeiam-se com cheiros acres a Vietnamnos céus que foram da antiga Babilônia,agora rastreados de branco por mísseis Sam.E voltam a cair do azul infinito,no suor dos camuflados amarelose de verde suspeito,não babilônicos sonhos a Sherazade,mas Medusas, que a sábia Ateneiatransforma em serpentesque rastejam areias de ouro em pátria alheia.E chovem divisões, tanques,navios de guerra, jipes, caminhões,exércitos de Yankes,helicópteros, aviões,mísseis balísticosar-terra-mar,em todas as combinações.E há bombas laser,porta-aviões,e granadas, balas e outras munições,máscaras anti-gás,baterias de canhõese armas eletrônicas.Alguém viu armas químicas,nucleares, biológicas?Não?Por que a guerra então?!Em terras de amavios e de essências,há filtros de ódio,contingências,de guerras econômicas de petróleo.Na madrugada do deserto, inda estrelada,perecem xiitas, sunitas, americanos,baralhando Religião e Liberdade,quando se batem e tombamapenas pelo ouro negro de Bagdá.E morrem com estes homens,crianças, velhos, jovens,e mulheres duplamente sacrificadaspela Bíblia e pelo Corão.Tudo isto no país de Aladim,terra que foi de fadase de varinhas de condão;terra de magia e de lendas,de princesas, mágicos tapetes e sultõesem que a mística Bagdá apenas tinha um Ladrão.Acabaram os elixiresno país de Sinbad,ora sem gênios nem grão-vizires.Os tapetes mágicossão agora aviões F-18 e F-Dezesseise poderosos mísseis cruzeirotrespassando os céus azuis de Bagdá.Em terras de bálsamos e de essências,há filtros de ódio,contingências,de guerras econômicas de petróleo.Na antiga Babilônia e na velha Assíria,terras de lendas, berços de antigas civilizações,não queremos heróis a haurir o hidromel da Valquíria;tão-pouco concebemos o retorno dos Quarenta Ladrões.

Zeca Afonso e Mario Viegas

O Iraque não vive apenas uma guerra civil, e sim vários conflitos civis e insurgências envolvendo comunidades e organizações diversas que disputam o poder. Essa disputa acaba se tornando um vício de morte, brigas e injustiças. Esses insolentes acabam esquecendo das riquezas culturais desse país, onde abrange histórias marcantes que serão levadas por toda eternidade. Além de não bastar os próprios povos nativos do Iraque fazendo guerras, existe a influência de outro país com um espírito de vingança, onde usam forças militares, e faz questão de dominar a área, gerando mais violência e mais destruição das belezas naturais quase inexistentes. Esse “outro” país de que falamos é nada mais nada menos uma das maiores potências do mundo, os Estados Unidos da América, comandado por George W. Bush, o mandante do mau.

sábado, 19 de maio de 2007



“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era pobre.
Como não sou pobre,não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
Não tinha mais ninguém para me ajudar...”

Martin Niemöller,1933


Nós não lutamos pelos direitos dos "outros". Quando vemos alguém tendo o direito ameaçado, não nos envolvemos, pois erroneamente pensamos "não ser da nossa conta". Mal sabemos que o direito dos "outros", que está sendo ameaçado, também é o "nosso" direito, que quando estivermos naquela mesma situação, precisaremos de apoio coletivo também. Comodismo, egocentrismo. As pessoas precisam mudar, precisam trazer pra si novamente o brilho para suas vidas, nessa época de pouco convívio social e falta de contato humano.