
Umbelas, aviões e helicópterosestrelam o céu azul, eterno,do país da lendária Semíramis.Rambos pintados destilam filtros de ódiono berço da Primeira Civilização,e matam, morrem em guerras de petróleopara impor a Babilônia o seu padrão.Fragrâncias das Mil e Uma Noitescaldeiam-se com cheiros acres a Vietnamnos céus que foram da antiga Babilônia,agora rastreados de branco por mísseis Sam.E voltam a cair do azul infinito,no suor dos camuflados amarelose de verde suspeito,não babilônicos sonhos a Sherazade,mas Medusas, que a sábia Ateneiatransforma em serpentesque rastejam areias de ouro em pátria alheia.E chovem divisões, tanques,navios de guerra, jipes, caminhões,exércitos de Yankes,helicópteros, aviões,mísseis balísticosar-terra-mar,em todas as combinações.E há bombas laser,porta-aviões,e granadas, balas e outras munições,máscaras anti-gás,baterias de canhõese armas eletrônicas.Alguém viu armas químicas,nucleares, biológicas?Não?Por que a guerra então?!Em terras de amavios e de essências,há filtros de ódio,contingências,de guerras econômicas de petróleo.Na madrugada do deserto, inda estrelada,perecem xiitas, sunitas, americanos,baralhando Religião e Liberdade,quando se batem e tombamapenas pelo ouro negro de Bagdá.E morrem com estes homens,crianças, velhos, jovens,e mulheres duplamente sacrificadaspela Bíblia e pelo Corão.Tudo isto no país de Aladim,terra que foi de fadase de varinhas de condão;terra de magia e de lendas,de princesas, mágicos tapetes e sultõesem que a mística Bagdá apenas tinha um Ladrão.Acabaram os elixiresno país de Sinbad,ora sem gênios nem grão-vizires.Os tapetes mágicossão agora aviões F-18 e F-Dezesseise poderosos mísseis cruzeirotrespassando os céus azuis de Bagdá.Em terras de bálsamos e de essências,há filtros de ódio,contingências,de guerras econômicas de petróleo.Na antiga Babilônia e na velha Assíria,terras de lendas, berços de antigas civilizações,não queremos heróis a haurir o hidromel da Valquíria;tão-pouco concebemos o retorno dos Quarenta Ladrões.
Zeca Afonso e Mario Viegas
O Iraque não vive apenas uma guerra civil, e sim vários conflitos civis e insurgências envolvendo comunidades e organizações diversas que disputam o poder. Essa disputa acaba se tornando um vício de morte, brigas e injustiças. Esses insolentes acabam esquecendo das riquezas culturais desse país, onde abrange histórias marcantes que serão levadas por toda eternidade. Além de não bastar os próprios povos nativos do Iraque fazendo guerras, existe a influência de outro país com um espírito de vingança, onde usam forças militares, e faz questão de dominar a área, gerando mais violência e mais destruição das belezas naturais quase inexistentes. Esse “outro” país de que falamos é nada mais nada menos uma das maiores potências do mundo, os Estados Unidos da América, comandado por George W. Bush, o mandante do mau.